No universo das embalagens, a busca pela sustentabilidade tem norteado as estratégias da indústria gerando até um neologismo: papelização, adaptação do termo em inglês paperization. A palavra representa a migração das embalagens plásticas para soluções baseadas em papel e fibras.
Essa transição vem sendo impulsionada por dois motores: a pressão do consumidor e, principalmente, as regulamentações cada vez mais restritivas, que pressionam a indústria pela redução do uso do plástico nas suas embalagens.
A papelização começou a ganhar tração na indústria de embalagens por volta de 2021/2022, na esteira do crescimento do e-commerce durante a pandemia. E se acelerou nos últimos dois anos, com a entrada em vigor de leis mais rigorosas na Europa, nos Estados Unidos e também no Brasil.
No novo episódio do Ondas Impressas, a jornalista Tânia Galluzzi e o consultor Hamilton Costa esmiuçam esse tema ao lado de dois convidados: Lucas Giampietro, gerente de desenvolvimento de negócios na SWM, e Christian Króes, gerente de produto e assistência técnica na Papirus.
Ambas as empresas buscam transformar essa pressão em oportunidade, desenvolvendo soluções que funcionam na prática e no bolso. A SWM, especializada em papéis de baixa gramatura, aposta na selagem a quente, técnica comumente utilizada nos filmes plásticos.
Na Papirus, fabricante de papelcartão, os olhos estão voltados para o desenvolvimento de novas barreiras, capazes de conferir ao papel o que antes era exclusivo ao plástico: resistência à água, à gordura e a outros agentes. Para isso, a companhia está verticalizando sua produção, investindo em revestimentos alternativos, incluindo a instalação, em maio de 2026, de uma nova máquina de aplicação de coating na planta de Limeira (SP).
O T7 EP5 – A substituição do plástico pelo papel nas embalagens está disponível nas principais plataformas de podcast: Spotify, Amazon Music, Apple Podcasts e Deezer. E também no YouTube, no formato videocast. Ou então no aqui mesmo em nosso site.

