A Pesquisa Firjan ESG 2025 revela que a sustentabilidade está caminhando para além das práticas internas, exigindo que as empresas estendam seu compromisso para toda a cadeia de valor. No Rio de Janeiro, 72% das empresas pesquisadas pela Firjan já demandam ações sustentáveis de seus fornecedores. O estudo aponta evolução no desenvolvimento de parceiros pelas grandes empresas.
Encontrar fornecedores ESG-compliant (em conformidade com os pilares ESG) ainda é um desafio para 46% das empresas. Claudia Guimarães, vice-presidente do conselho empresarial ESG da Firjan, explica: “a pesquisa gera um diagnóstico que pode ser estratégico, na medida em que vai colaborar na priorização de iniciativas, de definição de metas realistas nesse processo para tomada de decisão”.
Internamente, 96,1% das empresas já adotam práticas ESG. O pilar ambiental é o mais presente, mas a governança corporativa ganhou força, ocupando cinco dos 10 principais critérios. Multinacionais e grandes empresas, 38,4% delas, assumiram compromissos voluntários de descarbonização.
O ESG também torna pequenas e médias empresas mais competitivas. Segundo Claudia Guimarães elas não trabalham isoladamente. “Para participarem desse ecossistema necessitam de uma melhor reputação perante os seus clientes.”
Jorge Peron Mendes, gerente de sustentabilidade da Firjan, observa o amadurecimento no uso de critérios ESG na governança. A utilização de ESG como ferramenta de gestão e análise de risco subiu de 85% (2023) para 96% (2025). Na gestão de fornecedores, o índice foi de 70% para 72%. “ESG não é moda, não é passageiro. É uma ferramenta real de gestão de risco corporativo”, avalia Peron. Gestão de resíduos e código de ética são os critérios mais adotado.

