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A impressão no combate à falsificação que mata e gera prejuízo de bilhões

O 17º episódio da 6ª temporada do Ondas Impressas aborda o papel estratégico de rótulos, lacres e embalagens com características físicas de segurança no combate à falsificação de bebidas e alimentos no Brasil.

Rótulos, selos e lacres vão muito além da comunicação visual e identificação de produtos. Em mercados sensíveis como bebidas e alimentos, eles são a primeira linha de defesa contra um crime que mata, gera prejuízos bilionários e coloca milhões de consumidores em risco: a falsificação. A jornalista Tânia Galluzzi e o consultor Hamilton Costa recebem o advogado Rodolpho Ramazzini, diretor de comunicação da ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação), para uma conversa sobre o papel estratégico da indústria de impressão no combate à falsificação.

O episódio apresenta dados alarmantes: bebidas alcoólicas são os itens mais falsificados no Brasil hoje, e o problema está crescendo. No final de setembro explodiram os casos de adulteração de bebidas destiladas com metanol, substância que causa cegueira e morte. Além do problema de saúde pública, com vítimas fatais e internações, o país acumulou em 2024 perdas de R$ 88 bilhões, sendo R$ 59 bilhões com o mercado ilegal de bebidas e R$ 29 bilhões em sonegação.

O advogado questiona a ideia de que soluções apenas digitais, como QR Codes e blockchain, são suficientes para garantir a autenticidade dos produtos. Rodolpho Ramazzini é categórico ao contestar essa visão. “A ABCF discorda disso com veemência. A gente precisa ter gráficas de segurança, com tinta de segurança, papel de segurança, para garantir nossos documentos, para garantir selos fiscais, para garantir rastreabilidade com marcação física de produtos.” A verdadeira proteção, segundo Ramazzini, está na combinação de características físicas com a tecnologia digital.

Um dos pontos centrais do episódio é a questão da rastreabilidade. Ramazzini identifica esse como o principal gargalo no combate à falsificação. “Na minha opinião o que atrapalha mais é a falta de rastreabilidade, que poderia facilitar a identificação dos produtos originais, tanto para os agentes da lei que estão na ponta como para o dono do mercado, uma distribuidora, como para o próprio consumidor ter uma facilidade maior de identificar o produto original.”

O diretor da ABCF reforça que cada item impresso com elementos de segurança é uma barreira real contra a falsificação. Não é apenas imprimir. É produzir segurança, autenticidade e confiança.

O T6 EP17 – A intoxicação por metanol e a falsificação de rótulos e lacres está disponível nas principais plataformas de podcast: Spotify, Amazon Music, Apple Podcasts e Deezer. E também no YouTube, no formato videocast. Ou direto aqui no site!

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